Ultimamente a minha vida tem sido sempre a mesma coisa. Acordar, preparar-me,
tomar o pequeno-almoço, escola.
Na escola não me consigo concentrar, fico a pensar em coisas que provavelmente nunca
pensaria se tivesse alguma coisa de interessante para fazer. A escola deixa-me
nervosa, violenta, enervada. Infelizmente não consigo viver muito bem com os outros,
por isso fico quieta no meu canto, a observar. Observo as atitudes das pessoas,
atitudes que não tem nenhum cabimento, sem sentido nenhum, sem pés nem cabeça.
Mas uma coisa que posso observar, é que existe mais pessoas como eu, quietas, com
um olhar vazio, mas que diz tudo. Olhares que mostram sofrimento, solidão e
tristeza. A verdade é que todos temos uma história por detrás do nosso olhar,
que ninguém sabe, uma história que define quem somos, uma história que nos
assombra, que nos deixa aterrorizados só de pensar em contar a alguém. Todos
temos uma, algumas mais curtas, outras mais longas, mas que nos assombram a
cada dia que passa. Outra coisa que posso observar é que as pessoas (na maioria
jovens, porque é onde passo mais tempo e onde observo mais o que me rodeia) não
conseguem viver em sociedade, não conseguem ser civilizados, não sabem viver
num mundo que nem nos pertence. Estamos a estragar uma coisa que nos foi atribuída,
para cuidar e tratar. É isso que estamos a fazer? Não consigo perceber como é
que certas almas que por aqui andam conseguem deitar um pacote de batatas fritas
para o chão, sem pensar nas consequências dos seus actos. Talvez seja isso, as
pessoas não pensam nas consequências, porque se pensassem, não faziam o que
fazem. Depois queixam-se que querem ir para a praia no verão e estar a chover.
Se mais pessoas pensassem, o mundo não estava assim, e todos podia-mos ir para
a praia no verão, como devia de ser. Agora aguentem, estragaram, tem aí as consequências
(que nem são do pior, acho que conseguia-mos muito bem passar sem ir dois ou três
meses para a praia).
Enfim, mais um desabafo da minha mente barulhenta que não sabe o que fazer.
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