terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Ninguém conhece o verdadeiro eu.
Ninguém sabe como eu realmente sou, e infelizmente eu não consigo mostrar para ninguém, o que faz de mim culpada pelas pessoas irem embora, o facto de elas não me conhecerem o suficiente para me ajudarem e amarem, faz com que elas se vão embora.
eu só consigo ser eu quando ninguém está a olhar, quando estou sozinha, no meu quarto, a ouvir música enquanto olho para o tecto, e penso em coisas sem sentido nenhum. Eu sou eu quando estou sozinha na banheira, nua e sem maquilhagem, totalmente transparente, para quem não está à volta.
só me consigo expressar quando ninguém está a olhar para mim, quando não há ninguém à minha volta.
Eu amo-o, mas a verdade é que, eu canso-me muito rápido das pessoas, quanto mais amo, mais odeio, quanto mais me agarro, mais me quero afastar. Sou uma pessoa de extremos, ou é tudo, ou é nada.
Criei a minha própria realidade, o meu próprio mundo, agora é complicado deixar alguém entrar nele.
Às vezes penso que fui feita para ficar sozinha no mundo, para pertencer a todos, e não pertencer a ninguém. Sinto que sou propriedade do mundo, da natureza, mas as pessoas continuam a destruir-me, e o meu encanto vai deixando de existir aos poucos, vai sendo destruído pelas pessoas que por aqui passam,
Eu mais que ninguém queria ser uma pessoa que conseguisse abraçar qualquer pessoa, que não se importasse de ser amada, e ser capaz de amar os outros sem odiar ao mesmo tempo, mas eu não escolho, e sou assim desde sempre, quanto mais luto para mudar, pior fico.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A maneira como ele me olha com aqueles olhos brilhantes e enormes faz-me querer morrer de alegria, aquele sorriso envergonhado que ele faz quando não há assunto de conversa, as bochechas dele rechonchudas, o cabelo dele, tudo nele me faz sorrir.
Detesto contacto físico, mas quando o vejo só me apetece saltar-lhe para os braços e abraça-lo até não ter mais forças... 
Quando ele diz o meu nome fico completamente derretida, ele faz o meu nome parecer o melhor nome à face da terra. 
  

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

estou quase a cair para o lado. Sinto-me péssima,tomei 5 calmantes e agora estou a ver tudo à roda. 
ainda tenho alguma noção das coisas e ainda consigo escrever, o que é bom. Só agora é que começou a fazer efeito, mas já estou a sentir as alterações. Só quero me deitar na cama e dormir para sempre. 
o meu coração está a doer tanto, sinto que me falta qualquer coisa dentro de mim e não sou capaz de perceber o que é. sinto necessidade de falar com alguém sobre o que estou a sentir, sobre a merda que sou. mas quem é que vai querer ouvir o que eu tenho para dizer? ninguém, porque ninguém quer saber de mim, nunca serei suficientemente boa para alguém gostar de mim, quero atirar-me de um prédio abaixo.
quero desaparecer daqui, mas ainda não ganhei coragem para o fazer. 
não percebo o que é que ainda me mantém agarrada aqui, eu não tenho nada que me faça sentir bem, não tenho ninguém que me ame (secalhar até tenho, mas não o mostram).
preciso de alguém que se preocupe comigo e que fique independentemente do que acontecer. 
sou uma pessoa solitária e que não consegue lidar com os problemas, mas o que é que se pode fazer? eu sei o que se pode fazer. 
e eu vou faze-lo. pode não ser hoje, ou amanhã, mas vou faze-lo,